sábado, 5 de julho de 2008

COLDPLAY - VANITAS


Pieter Claesz (1597-1661) VANITAS




As VANITAS (vaidades) são as expressões artísticas que traduzem, de maneira simbólica e num registo eloquente, sibilino, a nossa relação conflituosa com a morte. São formas artísticas históricas, datadas no tempo (e no entanto de sentido intemporal), que nos confrontam com a maior doença colectiva da humanidade, que é a angústia que resulta da consciência aguda da mortalidade.

Mórbidos, fúnebres, macabros, tétricos, são bodegones intemporais, porque anunciam a verdade mais radical de todos os tempos, de sempre - a Morte - o fim súbito e derradeiro do epicurismo instante de todos os tempos, que aproveita com sofreguidão a precaridade escassa dos momentos agradáveis e felizes da existência, as raras oportunidades de gozo, e deleite, dos chamados "pecados veniais" (os cabalísticos sete vícios). Para os "pecadores" a honesta volúpia dos prazeres (infelizmente) demasiado efémeros.*


Não por ser o lado B ou eu gostar do lado alternativo das coisas prefiro o titulo DEATH AND ALL OF HIS FRIENDS do que VIVA LA VIDA, para o novo álbum dos Coldplay.


Tal como as pinturas Vanitas referentes á arte, á aprendizagem e ao tempo, este álbum dos Coldplay é referente a esses instantes: a produção de arte e o que faz dela o que é, a evolução e a morte e o consequente nascimento de algo que vem com o tempo. tal como a pintura esteve, os Coldplay estiveram mortos e voltaram a renascer, como a nobre arte de pintar. superaram o seu mais recente passado, voltando-se a encaixar no seu tempo com um proposta muito interessante e mais complexa que nunca - não se brinca com a morte!


La Liberté guidant le peuple  de Delacroix é resgatada para a capa do álbum. Delaroix pinta frequentemente sobre a extrapolação do presente para o futuro, sobre morte e renascimento. Os seus quadros estão repletos de mensagens encriptadas, códigos por descobrir, pequenos sinais, DAAOHF também estará?


O album está claramente dividido em duas partes e daí os dois títulos (mais uma mensagem?):

1ª parte:

Life in Technicolor

Cemiteries of London

Lost!

42

Lovers in Japan/Reign of Love

Yes

Viva La Vida


2ªparte:

Violet HIll

Strawberry Swing

Death and All His Friends


Começamos por uma viagem mística sobre Londres e acabamos a 1ª parte com um piscar de olhos a uma profecia, numa musica sobre como viver mas transformada num romance político bem ao estilo de Martin.


Abrimos a segunda parte com o single Violet Hill, que se faz destacar fortemente de todo o resto do álbum e demarca o segundo momento, política! uma abertura para uma parte mais crua, mais armada contra a realidade- se a primeira parte era uma viagem de cores e sabores onde mergulhamos no nosso espirito e somos esfaqueados pelas guitarras de yes! a segunda precavêem-nos que o mundo é um sitio frio (snow) e que todos marchamos no mesmo sentido a não ser que nos amemos -e por falar em amor o álbum começa como acaba (morre e volta viver).


No, I don't want a battle from beginning to end
I don't want a cycle of recycled revenge
I don't want to follow death and all of his friends


Significado directo e último das vanitas, explícitas que são na sua referencialidade óbvia, é sobretudo o de uma advertência séria, severa, um verdadeiro aviso, uma repreensão lapidar sobre a ignorante leviandade das vaidades mundanas, a inconsciência alheada dos excessos e finitudes várias do Homem - os seus vícios e horrores, as suas paixões desonestas, desvairadas de cegas, funestas, os seus apetites venais insaciáveis, as suas perigosas irracionalidades, as suas pulsões inconfessáveis -; e, em geral, uma distância circunspecta por tudo o que se aprecia, sem freio e pudor, com desbragado hedonismo, neste mundo de carnalidades e materialismos primários, doentiamente consumista e fetichista, inundado pelos prazeres mais desatinados. Que têm um fim! - é esse o aviso.*


Este é de facto o aviso, como o 11º mandamento que deverá salvar a terra e a humanidade - Os Coldplay mandam-nos amar tudo e todos. através de notas, acordes, conflitos entre a bateria a a guitarra, com as palavras que por vezes profetizam, os Coldplay mostram-nos um mundo perfeito num universo mortal de vícios e prazeres passageiros- isso não se faz! deixam-nos agarrados á vida e a desejar celebra-la através de uma morte progressiva do que somos!


Ha algo que só eles perceberam, e nós ouvimos.

Para além de todas estas pistas DAAOHF é o álbum mais ecléctico dos Coldplay, será que a babilónia virá a caminho? ou precisamos de morrer todos primeiro para chegar lá e celebrarmos a vida - VIVA LOS COLDPLAY E TODOS OS SEUS AMIGOS!






*Luís Calheiros, disponivel em http://www.ipv.pt/millenium/pers13_4.htm


domingo, 4 de novembro de 2007

BEATSOUND LOVERBOY


O tão aguardado álbum de estreia Beatsound Loverboy de Slimmy, com edição da Som Livre, já se encontra à venda.

O disco conta com as participações especiais de Saul Davies, dos James ( guitarras, baixo e bateria ), Quico Serrano ( teclados e programações ), Garcez ( bateria ) e Mark Turner ( programações ).
Ao todo, são 11 temas, sendo que, Beatsound Loverboy, Bloodshot Star, Far From You, Self Control, Showgirl, All You Gotta Do Is Stay Alive e On My Own foram produzidas por Quico Serrano e Saul Davies nos estúdios da Aguda entre 2004 e 2005. Mark Turner produziu em Londres nos estúdios Mothercity Music os temas You Should Never Leave Me Before I Die, Set Me On Fire e Inside The One.
Rodolfo Cardoso produziu Goodnight Goodsouls.
As músicas e letras são assinadas por SLIMMY, excepto Beatsound Loverboy, autoria de Quico Serrano e Saul Davies.
Todas as faixas foram masterizadas nos estudios Mothercity Music em Londres, por Mark Turner.


A apresentação do CD, só para convidados, teve lugar no Convento de Beato, em Lisboa, no passado dia 27 de Setembro e esteve inserida na festa de apresentação da plataforma My Games. No Porto , o músico apresentou o disco, um dia depois, no espaço Anjos Urbanos Cabeleireiros.


A sonoridade electroclash das suas canções que falam de amor e sexo podem ser fielmente escutadas de acordo com o alinhamento:
1 - Beatsound Loverboy
2 - You Should Never Leave Me (Before I Die)
3 - Show Girl
4 - Bloodshot Star
5 - Sefl Control
6 - Set Me On Fire
7 - Far From You
8 - On My Own
9 - Inside The One
10 - All You Gotta' Do You Stay Alive
11 - Good Nigth, Good Souls

Dez novas mensagens


Os Rakes formaram-se depois do Jamie e do Alan se terem conhecido na escola. Alguns anos mais tarde, Jamie conheceu Matthew e o Lasse, quando trabalhava numa loja em Londres. Estavamos em 2004 e foi a partir daqui, que a banda londrina começou a dar os primeiros passos na cena musical e quase sem se aperceberem disso, surge o primeiro disco em 2005. Capture Release , produzido por Paul Epworth para a V2, fala-nos de um conceito musical corajosamente agarrado ao estilo post-punk revival / art rock. As canções fortes do disco fazem-nos deambular por imagens nada habituais. Títulos como 22 Grand Job , Work, Work, Work ( Pub, Club, Sleep ) e Retreat apresentam uma faceta simples e verdadeira. Falam do trabalho, da rotina ou do escape. Após quase dois anos em concertos, onde foram o suporte dos Franz Ferdinand durante o inverno de 2005, os vários festivais por onde passaram , incluindo Portugal e a sua própria digressão, a banda apresentou em 19 de Março deste ano o segundo trabalho, Ten New Messages, produzido por Jim Abiss ( que também trabalhou com os Arctic Monkeys, Editors e os Kasabian ) e Brendan Lynch, novamente com a etiqueta da V2 Records e gravado nos estúdios Mayfair em Londres.
As dez novas mensagens deste disco foram inspiradas, segundo Alan Donohoe em Musica de Canto Coral , em séries de televisão de grande audiência, em conflitos bélicos, nos poetas e imaginem ... nas Sugababes.


Ten New Messages:
1 - The World Was a Mess But His Hair Was Perfect
2 - Little Superstitions
3 - We Danced Together
4 - Trouble
5 - Suspicious Eyes
6 - On a Mission
7 - Down With Moonlight
8 - When Tom Cruise Cries
9 - Time to Stop Talking
10 - Leave the City and Come Home

Formação
Alan Donohoe ( Voz )
Jamie Hornsmith ( Baixo )
Lasse Petersen ( Bateria )
Matthew Swinnerton ( Guitarra )

Discografia
Capture Release - 15 Agosto 2005
Ten New Messages - 19 Março 2007

http://www.therakes.co.uk/
www.myspace.com/therakes

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Maria Rita - Samba para todos


"O meu samba vai tirar todo o seu sono"




No outro dia ouvi uma sambista dizer: "A Maria Rita vai-me vingar".

Para quem não está dentro do universo musical brasileiro o que posso dizer é que a musica mais tradicional e característica do brasil, o Samba, não faz parte daquilo que é classificado como MPB (Música Popular Brasileira). este facto traz, claro(!), uma revolta por parte dos sambistas (compositores e interpretes) e um conflito que tem como centro as rádios. Samba deixou de passar na rádio!

Não sei se como um acto de revelia ou apenas por seguimento de carreira, Maria Rita lança uma álbum só de Samba. Como se a Portuguesa Jacinta lançasse um disco só de Fado.

O facto é que Jacinta não passa nas nossas rádios, mas Maria Rita é bastante aclamada no brasil e isto faz com que o seu alcance na promoção do Samba seja maior. Facto que leva a pessoa que disse "A Maria Rita vai-me vingar" a dizer também "porque eu quero ver eles não passarem Maria Rita na rádio!". E eis aqui o golpe de génio desta garota.

Isto tudo para dizer que a sua mudança de uma Bossa-Jazz para um álbum só de Samba é muito positiva no sentido de ajudar a divulgar e a promover um produto do seu país dentro e fora dele!
O álbum tem um repertório de sambistas nova geração e clássicos também, um álbum muito bem produzido e arranjado. Com uma leveza sustentada pela voz de Maria Rita. Fresco, Fácil de ouvir e de uma grande qualidade!


O Alinhamento de Samba Meu:
1.
Samba Meu
2. O Homem Falou
3. Maltratar, Não é Direito
4. Num Corpo Só
5. Cria
6. Está Perdoado
7. Pra Declarar Minha Saudade
8. O Que é o Amor
9. Trajetória
10. Mente ao Meu Coração
11. Novo Amor
12. Maria do Socorro
13. Corpitcho
14. Casa de Noca



Concerto agendado para Portugal: dia 23 de Novembro no Teatro das Figuras - Faro

Clã




Numa altura em que o país aperta o cinto, os Clã também o apertam. Ficando, diria eu, com uma cinturinha bem pequena.

A verdade é que o novo disco do (Curioso) Clã de Helder Gonçalves reduziu em muito o espectro musical da banda, se poderei assim dizer. Parece-me que reduziram o processo de fabrico das musicas a uma fórmula. tirando-lhes alguma da mística habitualmente encontrada em canções da banda.

Com isto não estou a questionar o valor musical do disco, pelo contrário, este álbum segue de perto a tradição de qualidade que os seus precedentes.

Ouvi, já não me lembro onde, a Manuela Azevedo dizer que quiseram voltar ás raízes do que é ser banda, voltar a concentrarem-se no seu instrumento e fazerem arranjos mais simples e centrados naquilo que cada um toca de base.

Este comentário da Manuela pareceu-me bastante explicativo do que se passa neste álbum, mas a verdade é que em comparação com Rosa Carne, este álbum fica aquém das expectativas. menos abrangente, menos convincente do seu universo e, atrevia-me a dizer, menos rico sonoramente. não me parece que todo o álbum partilhe de uma plástica sonora coerente tal como acontece no Rosa Carne por exemplo.

Mas o percurso de um artista, neste caso de uma banda, não é nem pode ser regular, isso destruiria todo o lado humano e de experiência que faz parte do que é ser músico. Ha algum risco a correr quando se lança um álbum assim. e deixo o meu Viva para estes clã sem medo de arriscar, quebrar com o passado e que se reinventam a cada instante.

Este álbum conta ainda com a participação de alguns convidados: Mário Barreiros, Paulo Furtado e Fernanda Takai.

Deixo ao critério de gosto de cada um decidir se gosta ou não do álbum, eu gosto e estarei algures numa plateia para saborea-lo em primeira pessoa.

Alinhamento do álbum:
1.
Vamos esta Noite
2. Adeus Amor (bye, bye)
3. Tira a Teima
4. Fabrica de Amores
5. Amuo
6. Sexto Andar
7. Ponto Zero
8. Para Continuar
9. Pequena Morte
10. Narciso Sobre Rodas
11. mandarim
12. Utilidade do Humor

Os Clã: Manuela Azevedo (Voz), Helder Gonçalves (Baixo Piccolo), Pedro Biscaia (Teclados), Miguel Ferreira (Teclados), Pedro Rito (Baixo), Fernando Gonçalves (Bateria)

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Tempo para tomar posições ...



Depois da estreia do Album Dead 60s em 2004 a banda de Liverpool volta à carga passados 3 anos com o single Stand Up, levantando assim a ponta do véu para o que poderá prespectivar a estreia do novíssimo Time To Take Sides que verá a luz do dia apenas em Janeiro de 2008, juntamente com o 2º single Start A War.
Dead 60s é sem qualquer duvida um grande disco deste ínicio de século por variadas razões, mas também porque fez renascer um universo de canções há muito esquecidas, quer pela sua musicalidade, quer pelas letras fáceis de perceber. A sonoridade punk rock / dub / ska e por vezes reggae tranporta-nos para ambientes completamente distintos, sendo mais visivel em momentos como Riot Radio , Control This , Red Light ou ainda Just Another Love Song.
Embora sejam fortememente comparados aos Clash ou até aos Specials, com influências em projectos como Gang of Four e King Tubby, o quarteto "scouser" apadrinhado pelo seu manager Shifty Ryder passou por variadas experiências, quando andou em digressão com os Green Day em 2002 sob o nome de Pinhole (bem antes de serem Dead 60's), tendo iclusive gravado com John Peel no lendário estúdio Maida Vale.
Contráriamente ao primeiro disco que foi totalmente concebido e gravado em Liverpool , Time To Take Sides, foi inteiramente preparado e gravado na terra do Tio Sam, mais concretamente em Nova York nos estúdios "Noise Studio" com a produção the David Khane que já tinha produzido os New Order, Regina Spektor, Fishbone e The Strokes. Os tempos são de mudança e o que transparece do single Stand Up é que o novo disco dos Dead 60s é uma viragem da banda para um ambiente mais de guitarras. Será tempo para se tomar novas posições ???

Os Dead 60's: Matt McManamon (Voz / Guitarras); Ben Gordon (Guitarras / Teclados); Chalie Turner (Baixo / Voz); Bryan Johnson (Bateria)


Discografia

Albums:

The Dead 60s

EPs

Breaking Hearts & Windows
So Over you / Morning Rain

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Pedro Abrunhosa: Das trevas à LUZ


Uma bateria toca num armazém sombrio, um som mais claro e perto propaga-se ecoando no ar, são ondas constantes que vão e vêem, acompanhando a distante bateria. Uma guitarra canta, é cada vez mais intenso o seu rugir. Há algo de celestial no ar. Dou alguns paços... absorvido penso ouvir alguém cantar, mas não há lá ninguém. Só vejo a bateria. Todo o resto se apaga, não há lá ninguém. só a bateria, sozinha, naquele escuro e putrefacto armazém!
E assim ouvi LUZ, o ultimo tema do álbum homónimo.

Pedro Abrunhosa mostra mais uma vez que a musica nacional está em alta. Mostra não ser fácil de tragar lírica e musicalmente; apresentando um álbum-critica ao nosso país, com o ecletismo típico dos seus discos.
Aqui fica uma passagem breve por cada tema e os parabéns por um disco, que apesar de ter altos e baixos, é um bom disco de música portuguesa.

Tenho uma arma – um tema carregado de sopros, armas letais contra a preguiça: neste primeiro tema do álbum o pé já bate acompanhando a lírica forte que Pedro imiscui á abertura de LUZ.

A Dor do Dinheiro – A letra é Pedro Abrunhosa! Consistente, de quem conhece bem a nossa língua. Mas a musica, sai a mais fragilizada do álbum, num arranjo quase previsível, pouco emocionante para quem acompanhe a sua carreira há algum tempo.

Ilumina-me – Pode parecer um pouco naïf a letra ou até mesmo lembrar o passado álbum Momento, mas na verdade há uma textura reinventada e uma frescura lírica, com certeza resultado de experiências em Momento: uma balada cheia de luz e de pequenas surpresas. Aqui toda a mística do álbum fica apresentada, daqui em diante é explorá-la.

Balada de Gisberta – A apresentação de uma personagem desta viagem pela luz, num álbum sobre as sombras que nos mostram o quão longe estamos dela. Um arranjo muito especial acaba num apogeu de vozes claras que cantam «o amor é tão longe!» em sonoridades gospel.

Dealer e Dilema – À quarta faixa do álbum temos a prova de como Abrunhosa se inspira no que está á sua volta. E seu comentário é:
«Ai pais, pais, é uma problema: vive entre o dealer e o dilema, entre a sesta e o sistema!»

É sempre tarde de mais – Abrunhosa apresenta-nos mais uma balada, esta ao estilo Nick Cave! Onde se acentua cada limite trágico das palavras, criando ambientes de muita emoção: e muito bem! Mas atenção: é o Senhor a Invicta quem a canta!

Quem me Leva os meus fantasmas – É o single obvio. É a musica mais próxima do último trabalho de Pedro Abrunhosa, Momento. É uma ponte para o seu trabalho anterior! Depois de ouvir este tema poderíamos ouvir lua, ou até mesmo eu não sei quem te perdeu.

A Cada Não que dizes – Abrunhosa revela-nos uma música psicológica, neurótica num ambiente de trevas, com uma letra arrancada do comum mundo dos mortais, aberta num refrão claro, mais uma vez a luz e a escuridão num conflito directo. Fico no entanto com a sensação de que o refrão nos desloca demais, e deixa-nos até um pouco desiludidos.

O Dia depois de hoje – Banal não será o termo! talvez pouco surpreendente... para de quem falamos. Um tema que eu classificaria como «normal», isto é, potencial single: chega com certeza ás massas mas, no entanto, não corresponde ao conteúdo original que este álbum mostra.
Lobo no Luar – Traz de volta o espírito do início do álbum; de Viagens talvez. Dançável! Sem duvida. Com um efeito ordinário na voz e guitarras rasgadas Lobo no luar é o espírito James Brown a vir ao decima!

Pontes entre nós – A preparação psicológica para o próximo e tema de clausura deste álbum! A ponte das trevas para LUZ.

Alinhamento de LUZ:
1. Tenho uma arma
2. A Dor do Dinheiro
3. Ilumina-me
4. Balada de Gisberta
5. Dealer e Dilema
6. É sempre tarde de mais
7. Quem me Leva os meus fantasmas
8. A Cada Não que dizes
9. O Dia depois de hoje
10. Lobo no Luar
11. Pontes entre nós
12. LUZ

Pedro Abrunhosa (Piano, voz) +
Bandemónio: Cláudio Souto (teclas), Edgar caramelo (saxofone), João André (contrabaixo), Marco Nunes (guitarra), Pedro Martins (bateria)

http://www.abrunhosa.oninet.pt/