domingo, 4 de novembro de 2007

BEATSOUND LOVERBOY


O tão aguardado álbum de estreia Beatsound Loverboy de Slimmy, com edição da Som Livre, já se encontra à venda.

O disco conta com as participações especiais de Saul Davies, dos James ( guitarras, baixo e bateria ), Quico Serrano ( teclados e programações ), Garcez ( bateria ) e Mark Turner ( programações ).
Ao todo, são 11 temas, sendo que, Beatsound Loverboy, Bloodshot Star, Far From You, Self Control, Showgirl, All You Gotta Do Is Stay Alive e On My Own foram produzidas por Quico Serrano e Saul Davies nos estúdios da Aguda entre 2004 e 2005. Mark Turner produziu em Londres nos estúdios Mothercity Music os temas You Should Never Leave Me Before I Die, Set Me On Fire e Inside The One.
Rodolfo Cardoso produziu Goodnight Goodsouls.
As músicas e letras são assinadas por SLIMMY, excepto Beatsound Loverboy, autoria de Quico Serrano e Saul Davies.
Todas as faixas foram masterizadas nos estudios Mothercity Music em Londres, por Mark Turner.


A apresentação do CD, só para convidados, teve lugar no Convento de Beato, em Lisboa, no passado dia 27 de Setembro e esteve inserida na festa de apresentação da plataforma My Games. No Porto , o músico apresentou o disco, um dia depois, no espaço Anjos Urbanos Cabeleireiros.


A sonoridade electroclash das suas canções que falam de amor e sexo podem ser fielmente escutadas de acordo com o alinhamento:
1 - Beatsound Loverboy
2 - You Should Never Leave Me (Before I Die)
3 - Show Girl
4 - Bloodshot Star
5 - Sefl Control
6 - Set Me On Fire
7 - Far From You
8 - On My Own
9 - Inside The One
10 - All You Gotta' Do You Stay Alive
11 - Good Nigth, Good Souls

Dez novas mensagens


Os Rakes formaram-se depois do Jamie e do Alan se terem conhecido na escola. Alguns anos mais tarde, Jamie conheceu Matthew e o Lasse, quando trabalhava numa loja em Londres. Estavamos em 2004 e foi a partir daqui, que a banda londrina começou a dar os primeiros passos na cena musical e quase sem se aperceberem disso, surge o primeiro disco em 2005. Capture Release , produzido por Paul Epworth para a V2, fala-nos de um conceito musical corajosamente agarrado ao estilo post-punk revival / art rock. As canções fortes do disco fazem-nos deambular por imagens nada habituais. Títulos como 22 Grand Job , Work, Work, Work ( Pub, Club, Sleep ) e Retreat apresentam uma faceta simples e verdadeira. Falam do trabalho, da rotina ou do escape. Após quase dois anos em concertos, onde foram o suporte dos Franz Ferdinand durante o inverno de 2005, os vários festivais por onde passaram , incluindo Portugal e a sua própria digressão, a banda apresentou em 19 de Março deste ano o segundo trabalho, Ten New Messages, produzido por Jim Abiss ( que também trabalhou com os Arctic Monkeys, Editors e os Kasabian ) e Brendan Lynch, novamente com a etiqueta da V2 Records e gravado nos estúdios Mayfair em Londres.
As dez novas mensagens deste disco foram inspiradas, segundo Alan Donohoe em Musica de Canto Coral , em séries de televisão de grande audiência, em conflitos bélicos, nos poetas e imaginem ... nas Sugababes.


Ten New Messages:
1 - The World Was a Mess But His Hair Was Perfect
2 - Little Superstitions
3 - We Danced Together
4 - Trouble
5 - Suspicious Eyes
6 - On a Mission
7 - Down With Moonlight
8 - When Tom Cruise Cries
9 - Time to Stop Talking
10 - Leave the City and Come Home

Formação
Alan Donohoe ( Voz )
Jamie Hornsmith ( Baixo )
Lasse Petersen ( Bateria )
Matthew Swinnerton ( Guitarra )

Discografia
Capture Release - 15 Agosto 2005
Ten New Messages - 19 Março 2007

http://www.therakes.co.uk/
www.myspace.com/therakes

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Maria Rita - Samba para todos


"O meu samba vai tirar todo o seu sono"




No outro dia ouvi uma sambista dizer: "A Maria Rita vai-me vingar".

Para quem não está dentro do universo musical brasileiro o que posso dizer é que a musica mais tradicional e característica do brasil, o Samba, não faz parte daquilo que é classificado como MPB (Música Popular Brasileira). este facto traz, claro(!), uma revolta por parte dos sambistas (compositores e interpretes) e um conflito que tem como centro as rádios. Samba deixou de passar na rádio!

Não sei se como um acto de revelia ou apenas por seguimento de carreira, Maria Rita lança uma álbum só de Samba. Como se a Portuguesa Jacinta lançasse um disco só de Fado.

O facto é que Jacinta não passa nas nossas rádios, mas Maria Rita é bastante aclamada no brasil e isto faz com que o seu alcance na promoção do Samba seja maior. Facto que leva a pessoa que disse "A Maria Rita vai-me vingar" a dizer também "porque eu quero ver eles não passarem Maria Rita na rádio!". E eis aqui o golpe de génio desta garota.

Isto tudo para dizer que a sua mudança de uma Bossa-Jazz para um álbum só de Samba é muito positiva no sentido de ajudar a divulgar e a promover um produto do seu país dentro e fora dele!
O álbum tem um repertório de sambistas nova geração e clássicos também, um álbum muito bem produzido e arranjado. Com uma leveza sustentada pela voz de Maria Rita. Fresco, Fácil de ouvir e de uma grande qualidade!


O Alinhamento de Samba Meu:
1.
Samba Meu
2. O Homem Falou
3. Maltratar, Não é Direito
4. Num Corpo Só
5. Cria
6. Está Perdoado
7. Pra Declarar Minha Saudade
8. O Que é o Amor
9. Trajetória
10. Mente ao Meu Coração
11. Novo Amor
12. Maria do Socorro
13. Corpitcho
14. Casa de Noca



Concerto agendado para Portugal: dia 23 de Novembro no Teatro das Figuras - Faro

Clã




Numa altura em que o país aperta o cinto, os Clã também o apertam. Ficando, diria eu, com uma cinturinha bem pequena.

A verdade é que o novo disco do (Curioso) Clã de Helder Gonçalves reduziu em muito o espectro musical da banda, se poderei assim dizer. Parece-me que reduziram o processo de fabrico das musicas a uma fórmula. tirando-lhes alguma da mística habitualmente encontrada em canções da banda.

Com isto não estou a questionar o valor musical do disco, pelo contrário, este álbum segue de perto a tradição de qualidade que os seus precedentes.

Ouvi, já não me lembro onde, a Manuela Azevedo dizer que quiseram voltar ás raízes do que é ser banda, voltar a concentrarem-se no seu instrumento e fazerem arranjos mais simples e centrados naquilo que cada um toca de base.

Este comentário da Manuela pareceu-me bastante explicativo do que se passa neste álbum, mas a verdade é que em comparação com Rosa Carne, este álbum fica aquém das expectativas. menos abrangente, menos convincente do seu universo e, atrevia-me a dizer, menos rico sonoramente. não me parece que todo o álbum partilhe de uma plástica sonora coerente tal como acontece no Rosa Carne por exemplo.

Mas o percurso de um artista, neste caso de uma banda, não é nem pode ser regular, isso destruiria todo o lado humano e de experiência que faz parte do que é ser músico. Ha algum risco a correr quando se lança um álbum assim. e deixo o meu Viva para estes clã sem medo de arriscar, quebrar com o passado e que se reinventam a cada instante.

Este álbum conta ainda com a participação de alguns convidados: Mário Barreiros, Paulo Furtado e Fernanda Takai.

Deixo ao critério de gosto de cada um decidir se gosta ou não do álbum, eu gosto e estarei algures numa plateia para saborea-lo em primeira pessoa.

Alinhamento do álbum:
1.
Vamos esta Noite
2. Adeus Amor (bye, bye)
3. Tira a Teima
4. Fabrica de Amores
5. Amuo
6. Sexto Andar
7. Ponto Zero
8. Para Continuar
9. Pequena Morte
10. Narciso Sobre Rodas
11. mandarim
12. Utilidade do Humor

Os Clã: Manuela Azevedo (Voz), Helder Gonçalves (Baixo Piccolo), Pedro Biscaia (Teclados), Miguel Ferreira (Teclados), Pedro Rito (Baixo), Fernando Gonçalves (Bateria)